Quando se fala de resistência no vestuário de trabalho, a maioria das pessoas pensa primeiro no tecido. Mas basta uma peça descoser para a percepção mudar imediatamente. Pode ser uma calça feita com um tecido excelente; se a costura abrir ao fim de pouco tempo, para quem a usa a peça deixa de ser boa. E normalmente o problema não está no tecido, mas sim na linha, no tipo de costura escolhido ou na forma como a peça foi confeccionada.
No vestuário de trabalho, a durabilidade depende tanto da construção como dos materiais. A costura é o elemento que suporta o esforço diário e é muitas vezes o primeiro ponto a falhar com o uso e as lavagens.
Nem todas as costuras servem para todos os tecidos. Uma sarja exige costuras reforçadas e estáveis, uma camisa precisa de acabamentos mais finos e uma malha necessita de pontos elásticos que acompanhem o movimento. Quando o tipo de costura não é adequado ao tecido, a peça fica comprometida logo à partida.
A qualidade da linha é igualmente decisiva. A linha está constantemente sujeita a tensão, atrito e lavagens repetidas. Se não tiver resistência suficiente, a costura acaba por ceder mesmo quando o tecido continua em boas condições. Na BIWEAR utilizamos linhas de poliéster de alta tenacidade da COATS, precisamente porque garantem resistência e estabilidade ao longo do tempo, permitindo que a durabilidade da costura acompanhe a durabilidade do tecido.
A máquina de costura também tem um papel importante. Diferentes operações exigem equipamentos e regulações diferentes, desde o tipo de agulha à tensão da linha e à densidade do ponto. São pormenores pouco visíveis, mas que determinam se uma costura vai durar anos ou apenas alguns meses.
No vestuário de trabalho, a durabilidade resulta sempre de um conjunto de decisões técnicas: o tecido certo, a linha adequada, o ponto correto e uma execução cuidada. É essa combinação que distingue uma peça que parece resistente de uma peça que realmente resiste ao uso diário.

