Um dos maiores desafios no vestuário profissional é conciliar dois aspetos que parecem contraditórios: proteger da chuva sem transformar a peça numa estufa. Afinal, de que serve uma farda impermeável se o utilizador fica encharcado de suor ao fim de alguns minutos?
É aqui que entram as membranas técnicas e os sistemas de camadas — tecnologias discretas que tornam possível o equilíbrio entre impermeabilidade e respirabilidade.
Impermeabilidade: medir a barreira contra a água
A impermeabilidade de um tecido é normalmente medida em coluna de água (mmH₂O). Quanto maior o valor, maior a resistência à penetração da água.
Classes de impermeabilidade (referenciais):
- Até 5.000 mm → proteção contra chuva ligeira ou uso ocasional.
- 5.000 – 10.000 mm → resistência a chuva moderada e uso diário.
- 10.000 – 20.000 mm → ideal para chuva intensa e trabalho prolongado ao ar livre.
- 20.000+ mm → proteção extrema, condições severas (tempestades, montanha).
Para vestuário profissional, recomenda-se normalmente a partir de 10.000 mm, dependendo da intensidade do uso.
Respirabilidade: deixar o corpo “respirar”
A respirabilidade é medida em g/m²/24h (quantidade de vapor de água que o tecido deixa escapar em 24 horas). Mas existe uma métrica ainda mais precisa: o RET (Resistance to Evaporative Heat Transfer), ou seja, a resistência do tecido à passagem do vapor.
Classes de respirabilidade (RET):
- RET 0 – 6 → respirabilidade excelente (ideal para esforço intenso).
- RET 6 – 13 → muito boa respirabilidade.
- RET 13 – 20 → respirabilidade satisfatória (uso moderado).
- RET 20 – 30 → respirabilidade baixa, pode acumular suor.
- RET 30+ → praticamente não respirável.
Quanto mais baixo o RET, maior o conforto em esforço físico.
Como funcionam as membranas
As membranas são camadas ultrafinas aplicadas no tecido para criar esta dupla função:
- Bloqueiam a entrada de água (chuva).
- Permitem a saída de vapor (suor).
Existem dois sistemas principais:
- Laminados → a membrana é colada permanentemente ao tecido. Oferece durabilidade e leveza.
- Revestimentos (coatings) → aplicados por pulverização ou banho. Mais económicos, mas menos duradouros.
O papel das camadas no conforto
O conceito das “3 camadas” é frequentemente usado no vestuário técnico e aplica-se também no vestuário profissional:
- Base layer → próxima da pele, absorve e afasta o suor.
- Mid layer → regula a temperatura e pode isolar termicamente.
- Outer layer → com membrana impermeável + respirável, protege da chuva e vento.
Quando bem combinadas, estas camadas permitem enfrentar diferentes condições sem comprometer o conforto.
A abordagem da BIWEAR
Na BIWEAR trabalhamos apenas com tecidos que apresentam valores consistentes de impermeabilidade (≥10.000 mm) e respirabilidade controlada (RET abaixo de 20), adequados ao uso intensivo.
- Garantimos impermeabilidade real, mesmo após lavagens industriais.
- Escolhemos membranas que equilibram proteção e conforto.
- Adaptamos a solução ao setor de atividade e às condições de trabalho de cada cliente.
Conclusão
Manter o corpo seco não é apenas uma questão de conforto: é saúde, segurança e produtividade.
Graças às membranas técnicas e à gestão inteligente de camadas, hoje é possível trabalhar ao ar livre com fardas que resistem à chuva sem prender o suor.
Na BIWEAR, acreditamos que o detalhe está na tecnologia invisível que garante o bem-estar visível.

