Assim como os quadros, também o vestuário começa na tela.
As telas dos tecidos nascem a partir de fibras – naturais ou sintéticas. As fibras naturais podem ser vegetais, como o algodão, o linho ou o cânhamo, ou de origem animal, como a lã e a seda. Já as fibras sintéticas, como o poliéster ou o nylon, resultam de processos químicos, geralmente derivados do petróleo.
Mas de onde vêm estas telas, na prática? Grande parte do algodão utilizado na indústria têxtil mundial é produzida no Paquistão, Bangladesh, Índia, China e Indonésia. As fibras sintéticas, por sua vez, têm grande produção na China e em outros países asiáticos, onde se concentram muitas fábricas de fios e tecelagens.
Essas fibras são transformadas em fios, que depois são tecidos em tear, criando a tela. Na construção de qualquer tecido, há dois conjuntos de fios:🔹 Teia, que é o conjunto de fios colocados no sentido longitudinal,🔹 Trama, que são os fios entrelaçados perpendicularmente à teia.É este entrelaçamento que cria diferentes tipos de tecidos – desde os mais simples, como o popelina, aos mais complexos, como os sarjados e técnicos.
Existem muitos tipos de telas, com características diferentes conforme o uso pretendido. Alguns exemplos incluem:
- Sarja, resistente e usada frequentemente em calças e vestuário de trabalho
- Piquet, com relevo, muito comum em polos
- Felpa, macia e absorvente, ideal para toalhas
- Popelina, lisa e leve, usada em camisas
- Canvas, espesso e durável, típico de fardas e mochilas
- Malha jersey, mais elástica, ideal para roupa casual
É este processo que permite produzir desde tecidos leves para camisas, até telas técnicas e resistentes para vestuário de trabalho.
O mundo têxtil começa sempre pela fibra, mas o resultado final depende de escolhas que combinam natureza, ciência, inovação e… logística global (falaremos deste tema mais à frente).

